Quem somos

O Grupo Interdisciplinar de Trabalho e Estudos Criminais-Penitenciários (GITEP) possui natureza acadêmica e caráter permanente; reúne docentes e discentes da Universidade Católica de Pelotas (e instituições parceiras) em torno de atividades de pesquisa, extensão e ensino que tenham por objetivo a promoção de reflexões e intervenções de conteúdo científico-crítico que viabilizem uma maior compreensão sobre a Questão Penitenciária e temas de Segurança Pública.

Vínculos: Vincula-se ao Centro de Ciências Sociais e Tecnológicas e ao Programa de Pós-Graduação em Política Social e Direitos Humanos (neste, na linha de pesquisa Direitos Humanos, Segurança e Acesso à Justiça).
Fundamentos: Como órgão da Universidade Católica de Pelotas, tem seus fundamentos no diálogo entre as perspectivas programáticas das disciplinas e campos científicos criminais-penitenciários e da segurança com as diretrizes da Universidade, como Instituição de Ensino Superior de caráter comunitário.

Fundamentos institucionais e acadêmicos:
1. perspectiva inter e transdisciplinar de suas atividades;
2. indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão;
3. compromisso de vínculo com a comunidade na qual se insere;
4. perspectiva cristã no mundo universitário e perante os grandes problemas sociais.

Objetivos Específicos:
1. contribuir na viabilização da formação de profissionais competentes e capazes de responder às questões científicas, técnicas e práticas nos âmbitos criminais-penitenciários e da Segurança Pública;
2. possibilitar a formação do discente com consciência da realidade social que o cerca, engajando-o em atividades não só de ensino, mas também de pesquisa e extensão;
3. propiciar a apreensão e produção de um conhecimento, bem como a compreensão mais concreta, acerca das ciências e das realidades criminais-penitenciárias e da Segurança Pública, bem como dos grupos sociais que a estas se vinculam;
4. oportunizar espaços para estudo e reflexão capazes de criar e fortalecer uma consciência técnico-humana sobre as realidades criminais-penitenciárias e da Segurança Pública e a dimensão social que as cercam;
5. contribuir, através de intervenções de cunho acadêmico, científico e crítico, nos ambientes sociais, organizacionais ou não, relacionados com as realidades criminais-penitenciárias e da Segurança Pública, para a superação qualitativa dos antagonismos e contradições identificáveis a partir das suas práticas concretas e de seus efeitos na sociedade;
6. favorecer, em todos os aspectos mencionados nos objetivos anteriores, uma perspectiva inter e transdisciplinar por parte dos envolvidos nos projetos, sejam eles discentes, docentes, operadores do direito, técnicos e funcionários das estruturas criminais e penitenciárias, ou mesmo de apenados, bem como sociedade em geral.

Origem:
A origem do GITEP está vinculada a um Protocolo de Intenções firmado entre a UCPel e a Secretaria de Segurança do Estado, através da Superintendência de Serviços Penitenciários, no segundo semestre de 1997.
A partir de tal instrumento, o projeto assumiu sua primeira forma como: Projeto Interdisciplinar de Resgate à Cidadania do Detento.
Contudo, de um processo de caminhada inter e transdisciplinar, bem como do ponto de maturidade alcançado, foi, posteriormente, o projeto redimensionado, recebendo a denominação de Projeto Interdisciplinar de Assistência Jurídica e Psicossocial Penitenciária, na compreensão de que as intervenções da UCPel no ambiente carcerário dever-se-iam pautar a partir do reconhecimento de sua complexidade e totalidade, seja na perspectiva dos grupos alvos (funcionários, reclusos, famílias, etc.), seja na perspectiva de integração das áreas específicas ou mesmo das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Com tais redimensionamentos, e a partir do postulado de que que todas as atividades desenvolvidas devem pautar-se pelo referencial da inter e transdisciplinariedade, bem como pela perspectiva de complementariedade e indissociabilidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão, consolidou-se o Grupo Interdisciplinar de Trabalho e Estudos Criminais-Penitenciários (GITEP). Este, desde 2002, encontra-se cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e desde 2017 incluiu o tema da Segurança Pública como também foco de suas ações.